Bombeiros lutam para salvar complexo turístico na Grécia
Centenas de bombeiros lutavam neste sábado (1) para salvar um complexo turístico ao noroeste de Atenas, em meio a ventos fortes que dificultam as operações.
Mais de 300 agentes trabalhavam na região de Porto Germeno, a 70 quilômetros da capital do país, que emitiu alerta máximo para várias regiões.
"Devido aos ventos, há três frentes distintas em Porto Germeno", declarou Yiannis Artopios, porta-voz adjunto dos bombeiros.
Quase 30 aeronaves foram mobilizadas para combater as chamas, mas apenas algumas foram utilizadas em consequência dos ventos.
Porto Germeno, no Golfo de Corinto, é um destino de férias muito apreciado pelos moradores de Atenas e sua população aumenta consideravelmente no verão (hemisfério norte), especialmente no primeiro fim de semana de agosto.
Os danos já são consideráveis, afirmaram várias testemunhas à AFP, incluindo Minas Tsotdanis, um agricultor que teve a casa destruída.
"O fogo era muito violento e o vento soprava com uma força incrível. Não havia nada a fazer, a não ser observar o incêndio. Minha casa foi completamente destruída", disse.
O cheiro de fumaça é sentido em toda a região. Os telefones celulares recebem mensagens que ordenam a saída de algumas áreas.
Até 150 casas foram danificadas em Porto Germeno, informou Dimitris Pagonis, do Serviço de Proteção Civil da localidade vizinha de Mandra.
Neste sábado, foram registrados ventos de até 130 km/h, indicou o serviço meteorológico do Observatório Nacional de Atenas.
O incêndio começou na sexta-feira perto da cidade costeira de Agios Vasileios. Em um primeiro momento, os moradores ignoraram a ordem da Proteção Civil para abandonar a região e quase 300 pessoas precisaram ser resgatadas no mar.
Theodore Giannaros, meteorologista especializado em incêndios florestais e pesquisador do Observatório Nacional de Atenas, declarou que os danos na área de Porto Germeno eram "inconcebíveis".
"A área afetada parece superar as 4.000, 5.000 hectares", afirmou.
Vários pontos do país registraram incêndios florestais durante a semana, incluindo a ilha de Creta. Três bombeiros morreram.
Na sexta-feira, outro incêndio ameaçou o subúrbio de Haidari, ao oeste de Atenas, que precisou ser parcialmente evacuado.
- Novo incêndio na França -
O verão na Europa é marcado por ondas de calor e pela seca, que provocaram incêndios de proporções históricas na Espanha e na França, já sob controle.
O calor extremo, que os cientistas atribuem às mudanças climáticas provocadas pela atividade humana, ressecou a vegetação e os solos no continente europeu, aumentando o risco de incêndios.
No sudoeste da França, o pior incêndio florestal no país desde 1949 devastou 42.000 hectares e obrigou mais de 220.000 pessoas a abandonarem Gironde, uma turística região vinícola. A maioria já retornou para casa.
O fogo já está controlado e "não avança mais", anunciaram as autoridades neste sábado, após 10 dias de combate às chamas.
As atenções, no entanto, estão voltadas agora para a região de Var, no sudeste, onde os bombeiros tentam controlar o avanço de um novo incêndio, iniciado na sexta-feira, que devastou 1.250 hectares.
Apesar dos esforços, o foco seguia "ativo" na manhã de sábado, segundo as autoridades, que advertiram que os ventos podem transformar o local em uma "zona de alto risco".
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R.Khurana--BD